Pré-Gestacional, Tentantes

DESEJO DE TENTANTE – VOCÊ SABE QUAL É O SEU?

O LADO DO DESEJO DA GRAVIDEZ QUE NINGUÉM VÊ.

#VIDADETENTANTE


Hoje eu vim falar com você sobre o desejo de engravidar, e alguns pontos que estão por trás dele…

É comum que esse desejo apareça e a mulher não se dê conta de onde ele vem.

Mas uma coisa é certa: não, esse desejo não aparece por puro e simplesmente instinto maternal.

E de onde aparece, então? Continue lendo e descubra!

Bom, antigamente, a mulher exercia o papel quase que único e exclusivo de gerar vidas. Se ela fugisse a esse papel, não faria parte da sociedade, era renegada. Ideia que, de certa forma, se mantém consistente até os dias atuais. Só é mulher, se for mãe.

O que acaba por dar definição a muitas mulheres sobre como devem ser vistas e identificadas.

Isso se solidifica porque a maternidade é muito valorizada pela nossa sociedade, trazendo uma idealização a respeito dela e fazendo com que seja compreendida como um ganho imenso na vida da mulher.

A famosa MATERNIDADE COR DE ROSA.

Afinal, a gravidez confirma, com ‘todas as letras’, a feminilidade daquela mulher, marcando a diferença de gênero.

MOTIVOS

Quando paramos para refletir, percebemos que existem motivos diferentes para o surgimento do desejo por uma gravidez.

Para entender esses motivos, podemos listar os 3 desejos mais BÁSICOS (sim, existem outros mas que, de certa forma, estão sempre interligados com um desses três):

  1. DESEJO DE PERTENCIMENTO/AGRADO

Esse desejo é aquele pelo qual as mulheres decidem engravidar por motivos externos, sendo da sociedade em que está inserida ou de alguém próximo a ela.

Esse é o desejo ligado ao que trouxe na primeira parte desse texto, às imposições sociais. Podendo ser uma tentativa de pertencimento àquele grupo ou de satisfação do outro, como o parceiro, por exemplo.

Afinal, as pessoas cobram os filhos por conta da idade ou do relacionamento em que você esteja.

Outro ponto é que quando se está em um relacionamento duradouro, se faz a necessidade no casal de crescer e aumentar ainda mais o vínculo e as possibilidades compartilhadas entre eles. E umas essas possibilidades pode ser, justamente, uma criança.

É esse o desejo que faz popular nas frases:

“Nossa, ainda não tem filhos? Na sua idade eu já tinha 3!” “Preciso engravidar, todas as minhas amigas já tem filhos e eu não!” “Meu marido é louco por crianças e acha que já está na hora de termos a nossa.”

  1. DESEJO DE TER UM FILHO

Parece estranho, mas existe uma diferença entre querer um filho e querer ser mãe.

Esse desejo é bastante ligado com o anterior, pois quando se tem o filho presente é que se é vista como mãe. Como um troféu a ser mostrado e admirado.

Além disso, pode ser por medo de esperar a vontade de ser mãe chegar, mas ela demorar e não ser mais possível gerar um bebê por conta da idade. Ou seja, para não deixar a oportunidade passar.

Ou por outros motivos, como a tentativa de segurar um relacionamento ou, ainda, pela descoberta de alguma doença que possa impossibilitar uma gravidez no futuro.

Outro ponto é a necessidade de deixar herdeiros, para que tenha quem cuide de si quando estiver em idade avançada. Além de ser uma extensão dos pais, como perpetuação da própria existência.

  1. DESEJO DE SER MÃE

Esse é o desejo que todos acham ser o único.

Mas quando se deseja ser mãe, se deseja o papel que uma mãe exerce. Do cuidado, proteção, carinho, educação… criação de um ser.

Ser esse que pode chegar totalmente ‘em branco’ e ser inteiramente moldado por essa criação, como um bebê. Ou que pode chegar como uma bagagem, podendo ter muitas influências e ser, também, moldada com essa criação posterior, como uma criança adotada, por exemplo.

É importante ressaltar que esse desejo, se existir sozinho (pois esses desejos podem se intercalar), pode ser suprido de outras formas. Como aquelas mulheres que fazem trabalho voluntário em abrigos e casa de idosos, por exemplo. Pois o papel materno descrito acima, está sendo exercido.

CONCLUSÃO

  • Não existe um desejo mais válido ou mais correto que outro, o que importa mesmo, nesse assunto todo, é o autoconhecimento para que se tenha um melhor entendimento e, consequentemente, menos sofrimento a respeito do assunto. Afinal, quanto mais nos conhecemos, mais controle podemos ter sobre nossas vidas.

Podemos refletir que o objeto de desejo, independente de qual seja ele, é um objeto perdido por nunca ter existido, uma falta, um buraco… que se faz presente, justamente, por ser uma falta aparente.

E é quando se percebe que a realização do seu desejo não está em suas mãos, que aparecem os sentimentos ruins dos quais é preciso cuidar: com a sensação de deficiência, desamparo, injustiça, impotência, fracasso e humilhação.

Para finalizar, gostaria de citar um trecho do livro: SEM FILHOS: A MULHER SINGULAR NO PLURAL de Luci Helena Baraldo Mansur (1ª ed. 2003).

“Em síntese, a mulher é um ser histórico dotado da capacidade de simbolizar, e o desejo de ser mãe é bastante complexo e difícil de precisar e isolar na intrincada rede de fatores psicológicos e sociais. Assim, torna-se perfeitamente aceitável que a mulher seja normal – sem ser mãe e que o amor materno, como todo sentimento humano – seja incerto, frágil e imperfeito.” (pg. 29).

 

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Espero que tenha gostado do texto, compartilhe para que mais tentantes (do primeiro ou não) tenham acesso a ele!

Até a próxima!

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